Along the walk

Crédito: Diane Lacourciere
Crédito: Diane Lacourciere

Along the walk

Heaven walks upon us
As we walk on grass
There’s nothing much to see
When seeing is all you have

I came across of being lost
And found parts of me today
Still an incomplete walker
But I’ll find myself along the way

I learned the pointless need to hurry
I found reason in the wait
I begin to slow down all my worries
Along the walk – my journey’s fate.

(Moara F. Lacerda – July 28 2015)

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The wise man

 

Crédito: Ferran Jordà
Crédito: Ferran Jordà

The wise man

Be careful now
That hole is deep
Take one step back
And then you leap

Said a wise man once
To an unwise girl
Who thought she had for her
The world

And as she did
What she was told
She leaped and saw
Inside the hole

So many things
Not worth to say
So many things
She wished away

Before she reached
The other side
Fear struck her heart
Sadness dulled her eyes

The wise man saw
And told the girl:
“Young one,
don’t you fear this world!”

These words spoke
Right to her mind
But then the girl
Seemed to reply:

“How can I move on?
How can I believe?
If such bad things
the world has carved so deep?”

“I haven’t the strength
to pull them out.
And to change them
I know nothing about.”

“So tell me wise man,
what do I do?
I take my faith
and give it to you.”

Then, with one breath felt
And a sigh of relief
The wise man took her faith
To keep

“Young girl now,
listen close.
My words are simple
but full of hope”

“The world is out there
for all of you
and with each one
the right to choose.”

“See, with every whole
there are so many sides.
So choose the one
your heart decides.”

“And in this way
of innocence and love
never doubt
that you’re enough.”

“So take your step
go on – lead the way.
I promise, many will follow
the good you save”.

(Moara F. Lacerda – 21 July 2015)

Pensamento do dia com poema de Vinicuis de Moraes.

Nessa vida nada é para sempre, porém, mesmo assim, podemos ter muitos infinitos se soubermos viver e aproveitar cada momento e cada pessoa que nos amam.
Viva o hoje; viva cada momento como se fosse o último e que, com isso, os momentos que nos deixam mais felizes, mais amados, mais humanos, que nos ensinam a ser melhores, sejam eternos enquanto durem!
xoxox
Moara F. Lacerda
Crédito: Sunny_mjx
Crédito: Sunny_mjx
Confiram o Soneto de Vinicius de Moraes para completar o pensamento de hoje =]
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinicius de Moraes)

Invictus – William Ernest Henley

Um dos poemas que eu mais gosto. Os dois últimos versos são simplesmente lindos (“I am the master of my fate:
I am the captain of my soul”).
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
(William Ernest Henley)
E vocês gostaram?

Não entender – Clarice Lispector

Há tantas coisas que não entendemos nessa vida, não é mesmo? Mas, talvez, há uma certa beleza no não entender e no percurso que percorremos pela compreensão.
Veja o texto de Clarice Lispector, “Não entender” – eu gostei muito =]
Crédito: Borboletas na Barriga
Crédito: Borboletas na Barriga
“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo”.
(Clarice Lispector em “A descoberta do mundo: crônicas” p.178).

Tell me my name

Crédito: Stathis Stavrianos
Crédito: Stathis Stavrianos

Tell me my name

Would you know my name if I asked you?
Could you tell me what it means?
Would you like the letters that ground it?
And the essence of it’s frame?
Would you laugh and say I’ve never been seen?
Would you leave and think I’m vain?
All with a simple question
Can you tell me my name?
See
I don’t need a famous name
It’s not even what I want
The question I set in front of you goes beyond this simple point.
Tell me the feelings I leave
While out a single room
The colors of my heart
The heat my hand is held to
Tell me the logic of a curious mind
In search for all that has or not a start.
Tell me what is seen through these tired eyes
And what fills these searching arms.
See
I don’t need a famous name.
I don’t need to be known.
But I do wish that you could answer
What name comes through my soul.

(Moara F. Lacerda – July 10 2015)

Pensamento do dia: “Um dia a gente aprende” (William Shakespeare)

Olá queridos!

Hoje eu lembrei de um texto que simplesmente adoro desde a primeira vez que li, anos atrás. Inclusive, é um dos textos que apresentei no meu sarau da 8 séria (atual 9° ano) do ensino médio, se não me engano, em 2005. Então sei que ele sempre terá um lugar especial reservado no meu coração hehe.

O texto, “Um dia a gente aprende” de William Shakespeare é simplesmente lindo. Vale a pena conferir:
Um dia a gente aprende
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas.

Continue lendo “Pensamento do dia: “Um dia a gente aprende” (William Shakespeare)”

Resenha: Para onde ela foi

Para onde ela foiTítulo: Para onde ela foi
Autor(a): Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014 (3ª reimpressão)
Título original: Where she went
Páginas: 239 (sendo que a partir da página 221 temos o primeiro capítulo de outro livro da autora, “Apenas um dia”)
ISBN: 978-85-8163-567-5

Ei gente! Hoje vou compartilhar com vocês a impressão do livro que terminei de ler na semana passada: “Para onde ela foi” de Gayle Forman. Para quem já leu, depois me diga também o que achou. =]
O livro “Para onde ela foi” conta a história continuada do livro “Se eu ficar” da autora Gayle Forman. Até então, não tinha lido nenhuma obra de Forman, mas devido a toda repercussão do best-seller “Se eu ficar” e após ter assistido ao filme desse primeiro livro, fiquei interessada na sequência da história.
(Por ser sobre uma obra que é sequência do livro “Se eu ficar” essa resenha conterá alguns spoilers desse primeiro livro).
“Para onde ela foi” continua a história de Mia e Adam do primeiro livro, porém, dessa vez, contada por meio da voz de Adam. Em “Se eu ficar” Mia se depara com a decisão mais difícil de sua vida. Ela sofrera um acidente de carro com seus pais e seu irmão mais novo no qual apenas ela sobreviveu. Agora em coma, Mia precisa decidir se continua vivendo ou não. Prestes a decidir o caminho dos pais e do irmão, Mia escuta o pedido de Adam, seu namorado, para que ela fique, e será com base nesse pedido e no amor dos dois que ela decide ficar.
“Para onde ela foi” continua a história de Mia e Adam 3 anos após Mia acordar do coma, porém, ao contrário do esperado, Mia e Adam não estão mais juntos. O livro, portanto, se desenrola a partir desse ponto de apoio, por meio da narração de Adam. Sabemos que foi Mia quem terminou o namoro e de uma forma muito cruel, mas não sabemos o porquê. Também sabemos que Adam nunca foi atrás da Mia para ter uma explicação. Ao contrário, ele vive remoendo a dor, a saudade, a revolta e a raiva por Mia ter ido embora e nós acompanhamos essa jornada por meio de uma narrativa que intercala momentos da vida presente de Adam e dos 3 anos que antecederam o momento atual, por meio de capítulos destinados a flashbacks desse personagem (seja relatando os dias juntos com Mia e sua família, seja logo após o término do namoro, etc.).
Uma assombração dorme ao meu lado na cama
Cochicha no meu ouvido: A morte te ama
Toma meus sonhos com ódio e sirenes passando
Me beija com ternura quando acordo gritando
“Boo”!
Collateral damage, faixa 3
(p.133)
Nos dias atuais, Adam agora é um famoso astro do Rock e Mia um prodígio mundialmente conhecida na comunidade da música clássica. Vivendo vidas separadas, um belo dia em Nova Iorque, Adam decide assistir a uma apresentação da Mia e ambos se veem deparados com a oportunidade para buscar explicações, perdão e um reencontro.
Mia me vê soltar toda essa angústia no Promenade. Ela é testemunha de todas essas feridas que se abrem, dessa grande explosão do que, para ela, pode parecer dor.
    Mas não estou chorando de dor; estou chorando de gratidão (p.183).
Eu terminei de ler esse livro semana passada, porém demorei um pouco para escrever a resenha porque fiquei alguns dias pensando exatamente como sentia em relação à obra. Creio que fiquei decepcionada, mas é um pouco mais complexo que isso, já que tenho impressões contraditórias com relação ao livro como um todo. Tentarei explicar. Enquanto texto literário, achei a narrativa e as técnicas narrativas fracas e confusas (especialmente para uma autora que é também jornalista). Pode ser que outras pessoas não tenham tido problema com relação às técnicas de emprego de diálogo da autora, porém muitas vezes me vi tendo que reler alguns parágrafos para compreender quando o personagem principal estava apenas pensando e refletindo na própria mente e quando a fala era realmente parte de um diálogo com outro personagem. Acaba que isso provoca interrupções constantes no processo de inserção do leitor no desenvolvimento emocional do personagem.
Falando em interrupções, outra coisa que me incomodou foi a constante quebra na ascensão do clímax na trama por trás da história de Adam e Mia. As melhores partes da história, onde se via interatividade entre personagens e se escapava um pouco da unidimensionalidade da narração do Adam eram as que se referiam aos diálogos de Mia e Adam. Contudo, até pouco mais da metade da obra, esses encontros eram interrompidos pelos flashbacks do Adam para momentos anteriores ao reencontro. Compreendo que isso era necessário para absorver todo o sentimento reprimido no coração do Adam e toda a contextualização que levou ao termino do namoro de Adam e Mia, mas, talvez, se isso ocorresse com menos frequência, ou entre intervalos maiores (com capítulos maiores), poderia se atingir um nível superior de profundidade no encontro entre os dois.
Apesar disso tudo, sempre me via querendo saber o que iria acontecer depois e por isso continuava lendo. Fico feliz que tenha insistido, pois é a partir da segunda metade do livro (quase entrando para ¾ da história) que consegui me apaixonar novamente pelo casal e torcer para que eles conseguissem superar tudo que passaram e voltar a ficar junto. Há realmente um turbilhão de sentimentos diversos que compõem a história dos dois, por vezes contraditórios, mas justamente por isso realísticos e cativantes. No final da obra, que não é por completo previsível, terminei desejando que a autora tivesse dado continuidade – não estava preparada para deixar apenas minha imaginação construir o restante da história dos dois.
Enfim, sentimentos diversos, mas que ao final da leitura terminou bem. Não sei se leria outro livro, sobre outros personagens da Forman, mas fico feliz por ter conhecido a história de Mia e Adam. Pelo que li sobre a autora, não há planos de escrever um terceiro livro sobre esse casal. Se tivesse, não obstante, me arriscaria a me deparar com esses sentimentos diversos novamente, apenas para rever o casal.
xoxox
Moara F. lacerda

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